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FIA Girls on Track leva engenheiras para o automobilismo

  • Foto do escritor: Giulia Carvalho
    Giulia Carvalho
  • 10 de out. de 2023
  • 3 min de leitura

Atualizado: 2 de dez. de 2023

FIA e CBA criam projeto para a inclusão feminina no automobilismo no Brasil levando mulheres até da Fórmula 1

A participação feminina no automobilismo está em crescimento nos últimos anos, seja nas arquibancadas quanto nos bastidores do esporte. Atualmente, o público feminino na Fórmula 1 é superior a 40%, tanto que comparecem nos circuitos como os fãs que assistem de casa. Além disso, segundo uma pesquisa da organização More Than Equal, as mulheres fãs de automobilismo são até 70% mais prováveis de engajar nas redes sociais e produzir conteúdo sobre o esporte.


Com a ascensão da participação feminina no esporte, a Federação Internacional de Automobilismo (FIA) e a Confederação Brasileira de Automobilismo (CBA), trouxeram para o Brasil o projeto FIA Girls on Track, a iniciativa leva jovens mulheres a conhecer os bastidores do automobilismo, e profissionais a terem uma experiência de trabalho, em várias categorias como Stock Car, Fórmula 1, Fórmula E, entre outras.

Para a edição na etapa de Goiânia, o projeto levou 10 engenharias e mecânicas para trabalharem em equipes da Stock Car. Mariana Di Sessa foi uma das selecionadas. A engenheira mecânica, apesar de ser jovem e seu primeiro contato com o automobilismo, já é engenheira no grupo Stellantis.


O amor por automobilismo veio da infância, o pai de Di Sessa fazia parte da produção da Fórmula Indy “Eu ia com ele na Fórmula Indy, tinha uns 7 ou 8 anos, e via aquela bagunça Resolvi que queria fazer engenharia, mas por incrível que pareça, eu não tive apoio do meu pai [...] Meu pai ficou 2 meses sem falar comigo.” desabafa.


Apesar da ausência de suporte familiar, a engenheira trilhou seu sonho e há 7 anos trabalha no mesmo grupo automotivo.


Através do projeto FIA Girls on Track, a engenheira fez parte da equipe Pole Motorsport. Com o piloto Átila Abreu no topo do pódio, a equipe foi a campeã em uma das corridas do final de semana.


A emoção de trabalhar na área que sonhou desde a infância, mesmo que por um final de semana, foi grande. “ É a realização de sonho mesmo, não sei falar, está sendo tão incrível, nem parece que eu to vivendo isso, isso é um sonho?” comemora.


Com o objetivo de trazer mais mulheres para o esporte, a Comissão Brasileira de Automobilismo criou a Comissão Feminina de Automobilismo, que é presidida por Bia Figueiredo, a primeira mulher do mundo a vencer na Firestone Indy Lights e na Fórmula Renault.


Além da Bia, a CFA ainda conta com Rachel Loh, a engenheira é chefe de equipe da ASG Mercedes-Benz na Copa Truck, em que Bia Figueiredo é piloto. A parceria dessas duas gigantes do automobilismo chegou ao topo do pódio. Em julho deste ano, Bia venceu uma corrida em Cascavel no Paraná e as duas fizeram história na categoria. Enquanto Bia foi a primeira mulher a vencer uma prova da Copa Truck, Rachel foi a primeira chefe engenheira a levar o troféu de melhor equipe.


Carol Politta, engenheira mecânica, é voluntária no projeto. A curitibana acumula mais de 38 mil seguidores na plataforma X, antigo Twitter, comentando sobre automobilismo. Como engenheira, a jovem traz de forma facilitada aspectos técnicos do esporte. Mas, apesar da quantidade de seguidores e apoio da comunidade, a Politta ainda sofre com alguns comentários machistas.


“Sempre tem dois pontos: as pessoas que acham legal, porque eu passo os conhecimentos técnicos em uma linguagem tranquila, mas tem gente que acha que porque eu falo de maneira descomplicada, eu não entendo. Eu sempre tento ignorar e me apegar na galera que fala que é legal” pondera Politta.


Marina Di Sessa na etapa de Goiânia na Stock Car


A paixão da engenheira por automobilismo surgiu durante a faculdade, quando colegas a incentivaram a assistir ao esporte. Depois disso, a paixão pela categoria só cresceu, indo para todas as categorias do esporte. Atualmente, com seu papel do projeto Girls On Track, fica animada de trazer mais mulheres para o esporte.


“Isso é muito legal, primeiro que é um projeto que eu acredito muito, nós temos poucas mulheres inseridas nesse meio, esse programa que a CFA tem esse foco de mostrar para as equipes que nós precisamos de mulheres aqui” comenta sobre o incentivo.


Marina Cândido é estudante de jornalismo, e já trabalha na área de comunicação do automobilismo. A jovem começou a fazer conteúdo para a internet em outubro do ano passado, mas já se encontrou com oportunidades de trabalho com as equipes da Stock Car.


Apesar de criar conteúdo para a internet, Marina afirma que sua experiência em relação aos ataques por ser mulher falando sobre automobilismo é mais leve. “Eu vejo o que a Carol [Politta] passa, eu não saberia lidar. Mas o bom é que eu to vendo que tem um movimento, tem uma necessidade de trazer mulher para o esporte” pondera.


O próximo projeto do FIA Girls On Track irá acontecer na etapa da Fórmula 1 em Interlagos, na etapa brasileira.


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